Como o vício em novidades está sangrando as indústrias de mídia e publicidade

Acompanhar qualquer coisa na mídia hoje é um exercídio frustrante de controle do FOMO, mas de vez em quando, algumas coisas fisgam você. Uma entrevista de um top exec de publicidade da Digiday teve esse efeito no meu media debriefing depois do post de um colega. O exec falava, sem meias palavras, como a  indústria da publicidade (e a de mídia, por tabela), têm um fetiche por novidades que é completamente irracional. Enquanto o sistema não encontrar alguns checks and balances, a situação vai só piorar. Continue...

“De graça para sempre”: um slogan que o Facebook decidiu esquecer

Não é segredo para ninguém. O Facebook está diminuindo o alcance orgânico do conteúdo que você posta. Tradução: cada vez que você posta uma foto, matéria ou uma atualização, menos pessoas estão vendo o que você colocou. Essa redução é ainda mais radical para marcas – porque obviamente o Facebook quer que as empresas paguem para exibir seu material. A máxima da empresa, It’s free and it always will be, está definitivamente abolida. Continue...

2017, o último ano do século XX

Imprensa e o poder político sempre andam juntos. Mesmo em países nos quais os meios de comunicação têm mais independência, o relacionamento precisa ser estreito. Afinal, rádios e TVs dependem de concessão governamental. Por isso, 2017 é o último ano do século XX no que diz respeito à mídia. As projeções de analistas apontam o ano seguinte como o primeiro no qual a maior parte da receita vai para meios que não dependem do governo. Essa configuração sugere uma emancipação desses meios, mas ela não  vai ocorrer necessariamente. Continue...

Como fazer para a receita seguir a audiência?

Como remendar um modelo de negócios que está fazendo água? A questão é o santo graal das empresas de informação, particularmente aquelas noticiosas, que nas últimas duas décadas, viram naufragar o formato de sustento através das receitas publicitárias. Várias experiências estão sendo feitas para alterar o declínio das receitas – paywall, assinatura premium, crowdfunding – mas é possível que um modelo em declínio não possa ser salvo e a solução esteja em outro lugar. Se a audiência mudou de lugar, a atenção dela também mudou e provar isso é a tarefa dos departamentos comerciais juntamente com as agências de publicidade. Continue...

Busca local é nicho sub-aproveitado com grande potencial

Há alguns anos (aliás, vários), ao conversar sobre a variedade e extensão da Internet, um colega fez uma observação pertinente. “Consigo descobrir onde comprar tudo, menos o que tenho no meu bairro” . Era uma sensação verificada nos fatos: buscas não prmitiam saber exatamente onde o usuário estava e o anúncio na Internet era caro demais para micro e pequenas empresas. Fast forward para 2012. Um estudo do qual a ComScore participou mostra que a busca localizada é uma tendência confirmada. Então, que diabos as empresas estão esperando para desenvolver produtos com micropreços e sair para buscar esse microcliente? Continue...

Estão para se iniciar as “Privacy Wars”

Google e Facebook estão posicionados hoje num local inalcançável pela concorrência em dois dos quatro setores da tecnologia de comunicação. O Google é imbatível na busca e o Facebook não tem rivais nas redes sociais (os outros dois players são Amazon em infraestrutura e Apple em hardware). Só que a concorrência está se mexendo, porque tanto Google quanto Facebook têm dois calcanhares de Aquiles , como a invasão da privacidade e a audiência em celulares (que falarei noutro texto). E é por isso que estão para se iniciar as “Privacy Wars”. Continue...

Falência generalizada do impresso não precisa significar morte do jornal

O gráfico abaixo foi publicado pelo site The Atlantic. Estas curvas são as formas geométricas que mais aterrorizam os senhores no comando das empresas jornalísticas nascidas no impresso (em sua grande maioria, do século XIX em diante). Não há muito como contraargumentar a favor da manutenção da publicidade impressa ao ver estes gráficos e na verdade, ele se parece muito com uma certidão de óbito da maioria esmagadora dos jornais e de uma quantidade grande de revistas. Mas não é. Trata-se de um alerta. Ainda há tempo para quem quiser se salvar. Continue...

E o dinheiro da publicidade também foi digitalizado

Segundo um estudo da E-Marketer, 2012 vai marcar a ultrapassagem da publicidade online sobre a impressa pela primeira vez nos Estados Unidos. O fenômeno já tinha ocorrido na Inglaterra em 2006 (mercado menor, mais maduro em termos de Internet, mais homogêneo e mais consolidado) e confirma as previsões que são feitas há alguns anos. O crescimento do gasto online das agências nos EUA aumentou 23%, enquanto o impresso está praticamente estagnado há anos. E a próxima meta do digital é a TV, que deve sucumbir, ao que tudo indica, antes do fim da década. Continue...

Tablet é destino do Digital: ordem do CTR

Há muita discussão, desde sempre, sobre o que será the next big thing na Internet. A cada momento um novo profeta vem com sua tese definitiva que dura o tempo de três cliques. Já houve quem vaticinasse que o Facebook estava fadado a sucumbir ao Google+ (o que é ridículo e inadequado), que o Groupon já era e que outros gigantes digitais estavam fadados a morrer na pobreza. Pouca coisa se diz em cima de fatos. Mas um desses fatos aponta o tablet (a última invenção de impacto em vida de Steve Jobs – sim, porque o tablet é o iPad, ainda que houvesse outros protótipos antes) como a lanterna na proa da comunicação digital. O click-through rate, ou CTR. Continue...