AMP x Instant Articles, guerra aberta entre Google e Facebook

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A década que viu o Facebook passar de 5 milhões para 1.4 bilhão de usuários, o Google ir de 140 bilhões para 1.5 trilhões de buscas por ano marca também uma nova era – uma era dos dinossauros. Mas aqui, a menção aos dinossauros não é por conta da obsolescência e sim, do gigantismo. AMP e IA são os acrônimos da guerra de código que está começando. Continue...

‘Direito de ser esquecido’ carrega dilema fundamental do digital

O Google anunciou uma série de palestras em vários países para discutir a validade ética e legal da decisão da Suprema Corte Europeia a respeito do “Direito a ser Esquecido”, que determina que a empresa tem a obrigação de tirar de seus resultados de busca os links para artigos que sejam “inadequados, irrelevantes ou que tenham deixado de ser relevantes” quando membros do público assim desejarem. Segundo a decisão, um político acusado de corrupção pode pedir que o Google não mostre artigos abordando a acusação. A sentença pretende respeitar o direito à privacidade, mas abre um precedente perigoso: como decidir o que o público precisa saber? No equilíbrio entre privacidade e liberdade de expressão reside o dilema fundamental do digital. Se a balança pender para um dos lados, a sociedade está fadada a pagar por isso. Continue...

E agora, o futuro já não é mais – só – mobile

Não é notícia nova – o PC está com os dias contados há anos – senão décadas – mas finalmente em 2013, a cova aberta pode ser vista até por quem não quer. Na história, nunca houve um declínio de 7% de vendas num único ano como ocorreu nos doze meses anteriores. Mas antes mesmo de pensar num mundo onde todo mundo interage digitalmente a partir do telefone, esqueça a ideia. No máximo, o vício de andarmos deslizando o dedo no celular será temporário. Nas war rooms dos exércitos de tecnologia, os smartphones são somente parte do arsenal. O futuro não é só mobile. Ele é wearable. Continue...

So video does it – um sinal concreto da videomania

A comunicação digital é um meio efêmero – talvez o mais efêmero de todos. Todos os dias, um “novo Facebook” ou “novo Google” aparece na análise de um especialista. A fantástica velocidade da tecnologia, a ansiedade dos analistas em apontar tendências e a quantidade de espertalhões tentando vender gato por lebre formam esse quadro. E assim, um dos muitos “next big thing” da última década é o vídeo. Mas ao contrário das outras apostas, o vídeo finalmente se mostrou um formato com potencial viável – pois o vídeo realmente vende. De tantas apostas, a videomania é uma das poucas que vai se consolidar. E não será pouco. Continue...

YouTube, o marco zero do novo direito autoral digital

Quando o Google começou a negociar para comprar o YouTube no começo de 2006, os media moguls de todo o mundo anunciavam que o gigante de busca estava para cometer seu primeiro grande erro. A avaliação do YouTube estava na casa da centena de milhões de dólares e o valor seria um mico para a empresa de Mountain View por conta do sem-número de processos que se seguiria à aquisição, com os detentores de tudo quanto é produto digital exigindo remuneração por conta do uso de conteúdos com direitos registrados. No final do mesmo ano, o Google pagou cerca de 15 vezes mais do que os valores inicialmente atribuídos ao YouTube. Passados sete anos, bateu a casa do faturamento cinco vezes maior do que o valor pago naquele ano. E assim,  todo o rationale por trás da lógica de direitos autorais em mídias tradicionais começou a ser desfeito, num processo que ainda não acabou. Continue...

A realidade filtrada ou por que você acha que está sempre certo

Uma democracia só se constrói com desacordo, discussão e confronto de ideias. Essa é uma das premissas em cima das quais uma imprensa forte e independente é fator sine quae non nas sociedades democráticas. Países que têm uma imprensa com origens estatais ou altamente dependente dos favores do Estado ou establishment estão acorrentados ao poço de lama fétida que é o autoritarismo mais ou menos explícito, com variações distintas indo de ditaduras absolutas (como a Arábia Saudita) até democracias disfuncionais como Brasil, Índia ou México. E a tendência é que o quadro piore com um recurso que raramente é visto como negativo – a personalização, ou como batizou o autor Eli Parisier, a “bolha de filtros” ou Filter Bubble. Talvez você ache que cada vez mais sua opinião é a mais sensata, mas provavelmente você simplesmente está tendo acesso à realidade na qual você gasta mais e fica mais satisfeito – e ela está incrivelmente longe da verdade. Continue...

Vídeo não é aposta certa para todo mundo

Junto com os dispositivos móveis, o vídeo é o must have da estrtatégia de qualquer player de tecnologia que tenha o usuário/consumidor final como mercado. Isso faz com que muita gente – aparentemente, a maioria – aposte e invista na produção de mais e mais vídeos esperando assim estar delimitando um espaço futuro que trará receita de algum lugar. Mas a aposta está enviesada – ainda que não errada. Vídeo é de fato um trend importante da mídia digital, mas ele não serve para qualquer um. Para ter no formato um gerador de receita, é preciso preencher algumas condições. Continue...

Na era digital, conectividade é a palavra-chave

“Eles trabalham com uma infinidade de coisas que não controlam; criam, mas não as possuem; agem mas não supõem; eles têm sucesseo, mas não se apegam ao sucesso e justamente por isso, o sucesso jamais os deixa”. A descrição  poderia ser sobre Bill Gates quando fez seu Windows mais aberto do que o establishment (leia-se, então, a IBM) permitia ou quando Steve Jobs entendeu que o DRM era uma bobagem e que  vender conteúdo era um problema de formato e não de combate à pirataria. Também poderia se tratar de Zuckerberg quando criava o Facebook de uma forma que a informação que ele coletava não ficasse restrita à rede social, mas fluísse entre outros parceiros. “Eles” são “os homens sábios” e o texto acima não é de uma palestra da Web 2.0, mas o milenar Tao Te King, escrito por volta de 600 a.C. A escritura se encaixa perfeitamente no que seria necessário entender na era da informação digital – que o controle vale menos a pena do que a conectividade; a posse vale menos que a transitoriedade; que a abertura é mais segura do que os sistemas fechados. Continue...

Vídeo, o nó górdio da audiência na web

“Noventa por cento do tráfego da web virá de vídeo já em 2014”. A afirmativa agressiva vem de um executivo da Cisco falando sobre a dança dos padrões de tráfego que ocorre na Internet há uma década. Se é certo que o percentual de tráfego na web deve vir cada vez mais de vídeo, a certeza não vem só de um paradigma em todas as empresas digitais – que a aposta em vídeo é a próxima big thing. O vídeo em streaming aumenta na quantidade de cliques, claro, mas também na sua definição, algo que amplia muito o espaço de banda que ele consome. Por mais buzz que haja em torno de vídeo na web, a sua monetização ainda é um nó a ser desatado. Continue...

Boicote de jornais brasileiros ao Google News é tiro no pé

E a ANJ decidiu orientar seus membros a optarem por ficar de fora do Google News. Seus membros, claro, obedientes que são, aderiram em massa à ordem. É uma decisão em sintonia com que os moguls da mídia tradicional no resto do mundo, como Rupert Murdoch, já haviam feito. “O que o Google faz é roubo puro e simples”, declarou o Darth Vader da mídia impressa anglo-saxã. A medida é um reflexo da ausência de políticas digitais no cenário brasileiro. Mais cedo ou mais tarde, a medida será repensada. O próprio Murdoch já mudou de ideia e mudou a política para admitir parcelas de conteúdo rastreadas pelo buscador. Continue...

Gigantes da tecnologia, o obstáculo mobile e as possíveis alternativas

Quando uma empresa tem suas receitas na casa dos bilhões de dólares, como Google (GOOG) e Facebook (NASDAQ:FB), e lucros maiores do que 50% de seus faturamentos, é de se imaginar que não haja limites para o que elas possam fazer. Afinal, dinheiro compra talento e se esse talento tem os recursos necessários, o céu é o limite. Mesmo com esse cenário, os dois gigantes da tecnologia têm diante de si, até agora, um obstáculo que pode decidir o futuro das duas empresas no médio prazo – a plataforma de telefonia móvel, ou mobile. Se há tanto dinheiro em caixa, como é que as duas empresas ainda sofrem mais que o necessário para conseguir resultados modestos diante do investimento? Continue...