O meio é cada vez mais vital que a mensagem

O mercado de tecnologia está com uma febre alta – e há anos. Os preços de startups surgidas do nada explode e suas aquisições entram na contabilidade como investimentos simplesmente baseados na avaliação feita por ‘criatividade contábil’. Uma das febres mais agressivas é ao redor dos apps de mensagens, que gera quedas e elevações de ações simplesmente por artigos assinados em publicações de Wall Street ou tecnologia.…

YouTube, o marco zero do novo direito autoral digital

Quando o Google começou a negociar para comprar o YouTube no começo de 2006, os media moguls de todo o mundo anunciavam que o gigante de busca estava para cometer seu primeiro grande erro. A avaliação do YouTube estava na casa da centena de milhões de dólares e o valor seria um mico para a empresa de Mountain View por conta do sem-número de processos que se seguiria à aquisição, com os detentores de tudo quanto é produto digital exigindo remuneração por conta do uso de conteúdos com direitos registrados.…

Pressão por tendência de uso de vídeo não ajuda novos projetos

O binômio fundamental de aposta para o futuro no digital jaz em dois eixos extremamente claros: vídeo e mobile. Ainda que as duas vertentes ainda sejam um nó górdio no que diz respeito à monetização, não há nenhum player global que não esteja operando sua própria ‘bolsa de futuros’ sem considerar ambos como os mais importantes.…

Jornalismo precisa que academia se aproxime do mercado

Em nenhum momento da história da humanidade a comunicação teve um ritmo de mudança parecido com o atual. A eliminação da distância criou possibilidades para, pela primeira vez na história da humanidade, se pensar em sistemas de comunicação realmente universais. Contudo, tais mecanismos se desenvolvem, curiosamente, distantes dos centros de excelência de pesquisa das universidades – o que é uma verdadeira loucura.…

O grito por qualidade no jornalismo é corporativismo tosco

As redações, especialmente as de mídias tradicionais e de grandes conglomerados jornalísticos, unem-se quase em uníssono num grito contra a morte do jornalismo de qualidade, assassinado pelo “roubo” de receitas pelo digital e pelo “pseudojornalismo” feito nas redes sociais. Ainda que, de fato, não falte conteúdo rotulado de jornalismo que na verdade não passa de uma retroalimentação de informação, duas perguntas destroem o suposto brado heróico em defesa do bom jornalismo.…