Getty Images vira cliente do Flickr e do UGC

Uma compra da Getty na semana passada transformou todos os usuários que usam o Flickr em possíveis freelancers da renomada agência fotográfica. A Getty comprou 250 mil imagens do Flickr. É a primeira vez que uma grande quantidade de imagens geradas por usuários ( o chamado UGC, ou user generated content). O crowdsource é cada vez mais parte da indústria de conteúdo – agora, literalmente. Continue reading “Getty Images vira cliente do Flickr e do UGC”

Anúncio vende menos que engajamento

Quer vender? Anuncia na Globo e pronto. A receita de colocar dinheiro no meio de maior audiência está com os dias contados. Os inúmerosexecutivos ainda que ainda trabalham com as planilhas de audiência para fazer seus planos de mídia são o futuro da sepultura profissional da mídia tradicional. Audiência continua sendo importante, mas agora o corpo-a-corpo e o engajamento é que determinam quem vai ter mais sucesso no mercado. Continue reading “Anúncio vende menos que engajamento”

Na rede social, jornalista é ele mesmo e não a empresa

Quando um jornalista aparece na TV investido da credibilidade de ser o “editor” de tal assunto daquela emissora, ou de um jornal, a quem “pertence” essa credibilidade: a ele ou ao meio de comunicação? E quando esse jornalista tem seguidores no Twitter? Quem tem direito a esses seguidores? Assim como a legislação, os códigos de ética e o rationale por trás das novas relações no mundo da comunicação digital estão começando a ser escritos. Ninguém saber a resposta exata a todas essas perguntas, mas os atritos já começaram. Continue reading “Na rede social, jornalista é ele mesmo e não a empresa”

#fuckyouwashington

Num final de semana com tiroteio na Noruega, Murdoch na defensiva e os Estados Unidos pensando em calote da dívida, era difícil que alguma iniciativa marginal pudesse causar celeuma. Mas (ainda que sem o punch das outras), um desabafo do mediathinker Jeff Jarvis, relembrou um ícone de outros tempos e depois de despertar uma breve sensação de poder coletivo, desenhou um novo perigo dos protestos virtuais. #fuckyouwashington. Continue reading “#fuckyouwashington”

Apesar de Ninguém & Cia, a mídia social informa – mas poderia informar mais

Numa fábula arquetípica para a cultura ocidental, a cigarra descrita por Esopo investia todas as suas energias em aproveitar o máximo a vida enquanto a formiga se preparava para dias mais difíceis. A lição moral talvez tenha perdido o sentido num momento em que o sucesso é cada vez mais dissociado da capacidade de trabalho e ligado à heranças de conexões sociais. A socialização informativa à qual a Economist se refere na edição da semana passada, de qualquer modo, parece distante da realidade das gerações mais jovens, pois não leva em conta que as novas gerações de estudantes não vêem as mídias sociais como ferramenta de informação e sim de socialização. A conexão ainda é um brinquedo de status. Mesmo informativa à força (as pessoas escutam o que está acontecendo pelos comentários dos outros), a rede ainda tem um longo potencial informacional a explorar. Continue reading “Apesar de Ninguém & Cia, a mídia social informa – mas poderia informar mais”

Superskype ou Micosoft?

Um aparente axioma nas transações que envolvem megaempresas a caminho do dinossaurismo é a máxima do “nós sabemos como fazer”. Quando a NewsCorp de Rupert Murdoch comprou o MySpace há cinco anos, sabia o que fazer, claro. Trocou o CEO da empresa e trocou toda a board de diretores. Dois anos depois, o MySpace tinha perdido metade da base de usuários. Foi o clássico erro arrogante de quem tem dinheiro achar que sabe tudo. E a Microsoft está usando o mesmo mapa no rumo posterior à compra do Skype. Continue reading “Superskype ou Micosoft?”

O mundo – ainda – precisa de jornalistas

Numa entrevista dada à Deutsche Welle, o presidente do Comitê de Proteção aos Jornalistas, Joel Simon, reafirmou a necessidade que a sociedade tem dos jornalismos e estabeleceu uma linha dividindo jornalistas e blogueiros que vai muito além do patético diploma inútil vendido por algumas escolas. “Blogueiros podem ser jornalistas, mas nem sempre o são”. O Citizen Journalism é uma farsa quando pretende dizer que qualquer um que escreve é jornalista, mas não quando diz que qualquer um pode ser – especialmente com a ajuda da tecnologia. Continue reading “O mundo – ainda – precisa de jornalistas”