Regulation, rants and reputation: the Facebook perfect storm

These are tough times for Facebook. The company has suffered many small upsets in the past two years but kept growing, which for the whole trade meant they were doing everything alright. Now that the Cambridge Analytica scandal not only came to the surface but also gave unequivocal proof that it’s just the tip of the iceberg, the Palo Alto behemoth should conclude that the last two years were delightful compared to the scrutiny, pressure and financial loss Facebook should experience from now on. But outside Palo Alto, one question that the whole trade should be doing itself is: is it surprising that an industry that lives and dies for the goals set by marketing and sales departments rips off any regulation and break rules that can restrict potential revenues? Continue...

Get over: there is not going to be a tech Graal to save journalism

These days, the general feeling among the digital media observers in the world is a mix of fear, uncertainty and commiseration. The industry as we know is plainly sinking. Digital journalists are replacing the number of traditional media jobs at a scale of 20 to 1. The wages are plummeting (in America far less than anywhere else). Tech companies are showing signs that they are also set to jump away from the journalism boat after spending their entire existence pledging loyalty to “quality journalism”, whatever this may mean. Following this trend, the once media-darling digital-born operations are letting the mask fall and biting the dust with everyone else. Any schadenfreude is allowed here (although it is difficult to consider a loser someone who leaves richer than before). The technomodernpress was a disease with a staggering price. Continue...

AMP x Instant Articles, guerra aberta entre Google e Facebook

google facebook photo

A década que viu o Facebook passar de 5 milhões para 1.4 bilhão de usuários, o Google ir de 140 bilhões para 1.5 trilhões de buscas por ano marca também uma nova era – uma era dos dinossauros. Mas aqui, a menção aos dinossauros não é por conta da obsolescência e sim, do gigantismo. AMP e IA são os acrônimos da guerra de código que está começando. Continue...

Facebook + WhatsApp apontam novo setor que precisa de regulamentação

Poucos dias depois de assombrar o mundo e dividir opiniões comprando o WhatsApp por US$19 bilhões, Mark Zuckerberg deu um jantar na sua casa em Barcelona. Ele dividiu a mesa com os 20 executivos mais poderosos da indústria de telefonia e o prato do jantar foi o mercado global de SMS. O criador do Facebook quis acalmar os ânimos dos donos da indústria, que estima-se tenha deixado de faturar US$33 bilhões em 2013 com o dreno causado pelo WhatsApp. Mas quando Facebook e as maiores empresas de telefonia se encontram decidindo os interesses que basicamente afetam o mundo todo, dá para notar que a coisa está ganhando uma nova grandeza. O encontro das duas forças sugere um acúmulo de forças nas mãos de um  grupo pequeno de players a ponto de ser necessário começar a se pensar em regulamentação. O Estado não tem de entrar no mercado – só tem de garantir que ninguém o domine. Continue...

Pressão exagerada de investidores ameaça grandes produtos

Nem sempre uma boa ideia vira um bom produto. As sementes dos bons produtos, na verdade, na maioria das vezes acaba não dando em nada. Timing, investimento, bom senso e trabalho duro estão por trás de qualquer sucesso em qualquer indústria. Quando um grande produto vem à tona e consegue levantar a cabeça para fora d’água, uma grande combinação de fatores ocorreu. Assim, se uma economia que não se importa em sacrificar a existência desses fenômenos por causa de um lucro imediato maior, ela tem algo fundamentalmente distorcido, porque a economia é uma instituição da sociedade e tem de servi-la em alguma medida. E, diga-se, a economia tem algo fundamentalmente distorcido. Continue...

Suspeita de Princeton sobre Facebook pode não ser tão absurda

Dois pesquisadores da Universidade de Princeton levantaram uma certa polêmica nesta semana ao publicar um estudo (pdf) que aposta numa queda de 80% na base de usuários do Facebook num prazo curto (entre um e três anos). A rede social de Mark Zuckerberg tirou um sarro da pesquisa (de modo até bem-humorado, dizendo que Princeton não terá mais nenhum aluno até 2021), mas a leitura do estudo suscita uma ideia interessante e mesmo que a previsão seja catastrofista demais (para o Facebook, claro), carrega indicadores que apontam um caminho no qual o futuro seja mais nicho e hiperconexão do que massa e plataformas fechadas. Continue...

So video does it – um sinal concreto da videomania

A comunicação digital é um meio efêmero – talvez o mais efêmero de todos. Todos os dias, um “novo Facebook” ou “novo Google” aparece na análise de um especialista. A fantástica velocidade da tecnologia, a ansiedade dos analistas em apontar tendências e a quantidade de espertalhões tentando vender gato por lebre formam esse quadro. E assim, um dos muitos “next big thing” da última década é o vídeo. Mas ao contrário das outras apostas, o vídeo finalmente se mostrou um formato com potencial viável – pois o vídeo realmente vende. De tantas apostas, a videomania é uma das poucas que vai se consolidar. E não será pouco. Continue...

A realidade filtrada ou por que você acha que está sempre certo

Uma democracia só se constrói com desacordo, discussão e confronto de ideias. Essa é uma das premissas em cima das quais uma imprensa forte e independente é fator sine quae non nas sociedades democráticas. Países que têm uma imprensa com origens estatais ou altamente dependente dos favores do Estado ou establishment estão acorrentados ao poço de lama fétida que é o autoritarismo mais ou menos explícito, com variações distintas indo de ditaduras absolutas (como a Arábia Saudita) até democracias disfuncionais como Brasil, Índia ou México. E a tendência é que o quadro piore com um recurso que raramente é visto como negativo – a personalização, ou como batizou o autor Eli Parisier, a “bolha de filtros” ou Filter Bubble. Talvez você ache que cada vez mais sua opinião é a mais sensata, mas provavelmente você simplesmente está tendo acesso à realidade na qual você gasta mais e fica mais satisfeito – e ela está incrivelmente longe da verdade. Continue...