Trumps, Brexits e Bolsonaro têm na mídia ‘progressista’ um cabo eleitoral

A história sempre avalia em retrospectiva e por conta de uma dinâmica cultural, tanto protagonistas quanto anônimos  raramente percebem o movimento que fazem em direção aos grandes acontecimentos que vêm a ser os divisores de águas segundo os quais a própria história se desenha. Não se trata de uma condenação (embora o desfecho deste texto seja bastante pessimista), mas de uma observação. A história não é decidida solitariamente pelas figuras que preenchem os livros, mas por bilhões de ações de centenas de participantes que, frequentemente, são vistos, equivocadamente, só como observadores. A narcisística obsessão com oa próprioa umbigo ada mídia  e da audiência “progressista” estão sistematicamente corroendo os pilares da democracia e desenhando lentamente o cenário de ruptura onde a sociedade se autoflagela, entregue a radicais, populistas, demagogos e criaturas adjacentes. Em outras palavras: eu, você e toda criatura que anda ou rasteja sobre a Terra colabora na tragédia sociopolítica que está sendo em gênese. Se continuarmos a cultura do confronto em vez de buscar o diálogo, nossas digitais estarão no mesmo curso da história que testemunhou desgraças periódicas causadas por intolerância, arrogância e ganância. Continue...