Regulation, rants and reputation: the Facebook perfect storm

These are tough times for Facebook. The company has suffered many small upsets in the past two years but kept growing, which for the whole trade meant they were doing everything alright. Now that the Cambridge Analytica scandal not only came to the surface but also gave unequivocal proof that it’s just the tip of the iceberg, the Palo Alto behemoth should conclude that the last two years were delightful compared to the scrutiny, pressure and financial loss Facebook should experience from now on. But outside Palo Alto, one question that the whole trade should be doing itself is: is it surprising that an industry that lives and dies for the goals set by marketing and sales departments rips off any regulation and break rules that can restrict potential revenues? Continue reading “Regulation, rants and reputation: the Facebook perfect storm”

“De graça para sempre”: um slogan que o Facebook decidiu esquecer

Não é segredo para ninguém. O Facebook está diminuindo o alcance orgânico do conteúdo que você posta. Tradução: cada vez que você posta uma foto, matéria ou uma atualização, menos pessoas estão vendo o que você colocou. Essa redução é ainda mais radical para marcas – porque obviamente o Facebook quer que as empresas paguem para exibir seu material. A máxima da empresa, It’s free and it always will be, está definitivamente abolida. Continue reading ““De graça para sempre”: um slogan que o Facebook decidiu esquecer”

Já há informação em excesso – o desafio agora é como validá-la

odos os dias, um bilhão de posts são carregados no Facebook; 400 milhões de tweets são postados no Twitter e por mês, somente o WordPress publica cerca de 40 milhões de novos artigos. Não estamos atingindo a saturação agora – já a ultrapassamos há muito tempo, mas esses números só tendem a aumentar. Por isso, empresas jornalísticas que não querem ir parar empalhadas em museus de história natural devem mudar seu foco. Não é preciso criar mais informação nova, mas sim validar os feeds absurdamente grandes que já existem. Continue reading “Já há informação em excesso – o desafio agora é como validá-la”

O que a queda do crescimento do Twitter quer dizer

E o crescimento do Twitter está caindo. Sim, é uma frase esquizofrênica em si só, porque alinhada com as expectativas desgovernadas de um capitalismo disfuncional. Contudo, a redução do passo do Twitter não é um sinal ruim para seus usuários e não deveria ser nem para investidores ou para o mercado como um todo. A desaceleração tem mais a ver com a maturidade da plataforma do que com um enfraquecimento da mesma (que sob o ponto de vista operacional é muito sólida. O equilíbrio do Twitter tem mais a ver com velocidade de cruzeiro do que com colapso nos motores. E essa não é o único ponto positivo do cenário. Continue reading “O que a queda do crescimento do Twitter quer dizer”

Redes do futuro serão ilhas de conhecimento hiperconectadas

As empresas de tecnologia têm invariavelmente um tom libertário no seu marketing, especialmente quando estão na fase de crescimento exponencial (como o famoso anúncio da Apple no SuperBowl de 1984). Contudo – e cada vez mais – uma vez que assumem o papel de superpotências, tornam-se exageradamente protetoras de seus direitos. Não querem fazer concessões para competidores menores, espremem usuários que não têm alternativas e, mais recentemente, têm pouca cautela com a privacidade dos usuários ao mesmo tempo em que são radicais para evitar o compartilhamento dos dados que esses mesmos usuários disponibilizam. Isso não muda o fato de que trata-se de um adágio que não tem futuro a longo prazo. O futuro pertence às redes que mais viabilizem plataformas de conexão e compartilhamento de dados. Redes “fechadas” tendem a se isolar. Continue reading “Redes do futuro serão ilhas de conhecimento hiperconectadas”

Facebook + WhatsApp apontam novo setor que precisa de regulamentação

Poucos dias depois de assombrar o mundo e dividir opiniões comprando o WhatsApp por US$19 bilhões, Mark Zuckerberg deu um jantar na sua casa em Barcelona. Ele dividiu a mesa com os 20 executivos mais poderosos da indústria de telefonia e o prato do jantar foi o mercado global de SMS. O criador do Facebook quis acalmar os ânimos dos donos da indústria, que estima-se tenha deixado de faturar US$33 bilhões em 2013 com o dreno causado pelo WhatsApp. Mas quando Facebook e as maiores empresas de telefonia se encontram decidindo os interesses que basicamente afetam o mundo todo, dá para notar que a coisa está ganhando uma nova grandeza. O encontro das duas forças sugere um acúmulo de forças nas mãos de um  grupo pequeno de players a ponto de ser necessário começar a se pensar em regulamentação. O Estado não tem de entrar no mercado – só tem de garantir que ninguém o domine. Continue reading “Facebook + WhatsApp apontam novo setor que precisa de regulamentação”

Incorporação das mídias sociais exige novo DNA da grande imprensa

No começo da década passada, o Scott Trust, espécie de fundação que é proprietária do diário britânico The Guardian e algumas outras propriedades, iniciou um debate que, à época, parecia sem lugar: como as empresas de mídia do grupo se posicionariam diante da Internet. A discussão parecia fora de hora porque a primeira bolha da Internet tinha acabado de estourar e todos os investidores de peso no meio tinham perdido centenas de milhões de dólares. Nem por isso, o Guardian desistiu e hoje colhe os louros da decisão. Continue reading “Incorporação das mídias sociais exige novo DNA da grande imprensa”

Hiperconectividade derruba cobertura vazia das TVs nos protestos

Trinta anos atrás, o Brasil assistiu a maior mobilização da sociedade pós-golpe com o pedido de eleições diretas para presidente. Naquela época, mesmo já trabalhando sem censura na prática, o país não teve a real noção da extensão do movimento. Já a maior emissora de TV do país, a Rede Globo maquiou a cobertura a ponto de seus profissionais serem ameaçados nas ruas e a empresa ter equipamento e veículos danificados pelos participantes dos comícios que eram sempre subdimensionados pela sua cobertura. Três décadas se passaram e a parcialidade jornalística voltou à tona em praticamente todas as emissoras, mostrando as passeatas que ocorrem pelo país primeiro com descaso e depois com um tom fortemente reprovatório, insistindo em chamar a atenção aos “baderneiros”.

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O atropelamento da mídia no #protestosp

Qualquer meio ou indivíduo fala para um público. Ninguém fala para as paredes. Na última semana, os meios no Brasil ficaram, sim, falando com a parede até que foram atropelados por uma avalanche digital. Não se tratava de jornalismo, mas de uma conversação pública que jamais tinha ocorrido. Depois de dias negando o inegável, uma após outra, as empresas começaram a ver que era melhor abandonar alianças convenientes porque o “outro lado” é basicamente a audiência toda. Datenas, Galvões, Biais, Schmidts, Estadões e variantes, provaram pela primeira vez a sensação de que eles não estão mais no controle. Numa comunidade inserida numa rede como a Internet, dominar um único grafo, por mais poderoso que ele seja, não significa nada. Continue reading “O atropelamento da mídia no #protestosp”

Mídias sociais causam mais caos em Boston – e arrastam o jornalismo

Para qualquer entusiasta das mídias sociais e seu uso no jornalismo, a semana passada foi uma tragédia. Ou melhor, uma tragédia dobrada. A tragédia em si foi o atentado sem sentido (cabendo a discussão sobre se algum atentado tem sentido) na maratona de Boston. Jornalisticamente, a devastação veio na cobertura da caça aos responsáveis, onde incompetentes bem-intencionados e oportunistas inescrupulosos se transformaram num exército de Brancaleone e onde a própria mídia tradicional não sabia se corria atrás do turbilhão digital ou se perdia audiência para informar direito. O episódio deixou claro que não existe “jornalismo-cidadão” e que, embora indispensáveis para a coleta de informação, as mídias sociais não bastam para substituir o jornalismo. A sociedade precisa de jornalistas e empresas adequados à nova realidade. Sem eles, haverá um preço a pagar. Continue reading “Mídias sociais causam mais caos em Boston – e arrastam o jornalismo”

O jornalismo não será substituído pela social web – vai melhorar com ele

Cenários de mudança radical são pródigos em gerar prognósticos que depois se revelam ridículos. No fim do século XIX, o cientificismo reinante chegou a sugerir que todas as descobertas importantes já tinham sido realizadas pela ciência; a virada do milênio viu profetas do apocalipse (como havia visto mil anos antes) e crentes no bug do milênio (uma fraude global que originou a pesquisa do jornalista Nick Anderson que virou o livro Flat Earth News. O debate em torno das transformações do jornalismo de hoje prevêem as trevas, em função do desaparecimento do jornalismo de “qualidade” em detrimento dos blogs e seu extremo oposto, a democratização absoluta do jornalismo com a tomada da função pelas redes sociais. Tais previsões nos confirmam a certeza de estarmos vivenciando uma era de transformação, como as citadas anteriormente. Continue reading “O jornalismo não será substituído pela social web – vai melhorar com ele”

Twitter é primeiro formato “moderno” de empresa de mídia

O microblog Twitter se transformou em uma ferramenta decisiva para o fluxo de informação no mundo. A limitação de 140 caracteres, inicialmente um entrave para sua utilização, garante que a ferramente ocupe um espaço que nenhuma outra mídia tinha como ocupar – a de uma versão do Ao Vivo televisivo na era digital. Mais que isso, o Twitter tem as vantagens e méritos da transmissão em tempo real herdadas da TV com duas vantagens competitivas devastadoras: alcance de cobertura aumentado exponencialmente (pode-se encontrar fontes de transmissão desde a repressão na Síria até as tentativas de assassinatos de extremistas americanos nos EUA) e uma dinâmica de fluxo descentralizada, similar à da Internet, que é praticamente uma apólice de seguro contra a manipulação da informação. Mesmo com as decisões questionáveis da empresa nos últimos tempos (entrada de um sócio saudita no capital da empresa, parceria com a NBC durante as Olimpíadas e consequente censura de um jornalista que criticava a NBC), o Twitter é a primeira mídia funcional de massa exclusivamente da era digital).  Continue reading “Twitter é primeiro formato “moderno” de empresa de mídia”