Regulation, rants and reputation: the Facebook perfect storm

These are tough times for Facebook. The company has suffered many small upsets in the past two years but kept growing, which for the whole trade meant they were doing everything alright. Now that the Cambridge Analytica scandal not only came to the surface but also gave unequivocal proof that it’s just the tip of the iceberg, the Palo Alto behemoth should conclude that the last two years were delightful compared to the scrutiny, pressure and financial loss Facebook should experience from now on. But outside Palo Alto, one question that the whole trade should be doing itself is: is it surprising that an industry that lives and dies for the goals set by marketing and sales departments rips off any regulation and break rules that can restrict potential revenues? Continue...

Get over: there is not going to be a tech Graal to save journalism

These days, the general feeling among the digital media observers in the world is a mix of fear, uncertainty and commiseration. The industry as we know is plainly sinking. Digital journalists are replacing the number of traditional media jobs at a scale of 20 to 1. The wages are plummeting (in America far less than anywhere else). Tech companies are showing signs that they are also set to jump away from the journalism boat after spending their entire existence pledging loyalty to “quality journalism”, whatever this may mean. Following this trend, the once media-darling digital-born operations are letting the mask fall and biting the dust with everyone else. Any schadenfreude is allowed here (although it is difficult to consider a loser someone who leaves richer than before). The technomodernpress was a disease with a staggering price. Continue...

The stormy scenario may be the ordeal that journalism needs

“In a dark time, the eye begins to see”
Theodore Roethke

Every week, tech companies and their extensions announce the rollout of a new resource, something that will bring great benefits for society, something that will bring back lot revenues and relevance for publishers, something that journalists have long been waiting for and will return them to their role of caretakers of society and guardians of the democracy. The media and its adjacencies were taken for years by kind of a sebastianism, an irrational wait for the return of something that decayed a long ago. Journalism needs to mature and leave a state of denial that it can survive with the help of the Facebooks and Googles of the moment. It’s time to get over and stop pretending that display advertisement, subscriptions and patronage will make dead flowers rise again. Continue...

Você vai ligar para privacidade quando perder a sua

“Quando o Facebook estava começando e alguém me dizia que não estava lá, eu dizia ‘Ok, você sabe que estará’. Eu não tinha ideia das consequências do que eu estava falando. [O Facebook] muda tudo na sua relação com a sociedade, com as pessoas. Interfere na produtividade em modos bizarros. Sabe Deus o que isso não faz com o cérebro das crianças”. Continue...

Escoriocracia: como a tecnologia coloca o pior da sociedade no poder

  Quase que só no âmbito jornalístico ou nos mais sofisticados ambientes intelectuais é que se discute no Brasil a crescente pressão do cenário político americano que é fruto de um fenômeno mediático e tecnológico. O evento das fake news é muito mais profundo do que a compra de anúncios no Facebook por indivíduos russo supostamente a mando de Vladimir Putin. Em questão no episódio está uma notória incapacidade do país mais rico do mundo em regular a própria mídia, seja por meio de agências reguladoras ou legislação, seja por instrumentos que uma sociedade civil bem desenvolvida obrigatoriamente deveria ter. Mais do que uma piada prevista pelo criador dos Simpsons  há mais de uma década, a ascensão de Trump é só uma pústula num ferimento muito mais sério que é a dissociação de imensas partes da sociedade americana de sua imprensa, de suas elites de do governo como um todo. A brilhante montagem da Economist na sua edição desta semana é uma charge que anda no limite entre o humor e o terror, extremamente precisa na sugestão que faz de como o negócio bilionário das mídias sociais foi fundamental no desvirtuamento de um ambiente democrático que já vinha apodrecendo. O papa Francisco disse que o mundo parece cada vez mais se dirigir à guerra. Todo papa sempre diz isso, mas por coincidência ou não, essa previsão do pontífice parece profética.