Tablet é destino do Digital: ordem do CTR

Há muita discussão, desde sempre, sobre o que será the next big thing na Internet. A cada momento um novo profeta vem com sua tese definitiva que dura o tempo de três cliques. Já houve quem vaticinasse que o Facebook estava fadado a sucumbir ao Google+ (o que é ridículo e inadequado), que o Groupon já era e que outros gigantes digitais estavam fadados a morrer na pobreza. Pouca coisa se diz em cima de fatos. Mas um desses fatos aponta o tablet (a última invenção de impacto em vida de Steve Jobs – sim, porque o tablet é o iPad, ainda que houvesse outros protótipos antes) como a lanterna na proa da comunicação digital. O click-through rate, ou CTR.

Todo mundo gosta muito de ter ideias e opiniões, mas quando se trata de arriscar dinheiro, acaba a coragem. Por isso, é seguro apontar o tablet como a plataforma digital preferencial por causa de um dado: as pessoas clicam muito mais em anúncios no iPad (37% a mais, segundo um report da Marin Software’s Paid Search). Esse dado, mais a venda de 70 milhões de iPads por ano (que representa cerca de metade da venda de tablets) deve impulsionar vigorosamente a publicidade formatada para tablets, que hoje, representa só 2% dos US$2 bilhões gastos em publicidade avaliados no estudo.

Outro indício: os iPads já geram mais tráfego do que os iPhones, apesar de os telefones da Apple ainda serem em maior número. Aparentemente fútil como instrumento de trabalho, os iPads encontraram um gap como device digital para navegação e consumo de certos tipos de mídia. Planos de mídia daqui para a frente tendem a ter os tablets como carro-chefe, inclusive com preços diferentes.

Cassiano Gobbet

I am a journalist, interested in everything related to the equation technology + communication.